Resenhas
Resenhas
Olá pessoas, hoje vamos analisar o último álbum do Trivium "In the court of the dragon". Convido você a seguir nossas redes sociais para que esteja sempre informado a respeito do momento exato de publicação dos posts do blog e, desta forma, não perca nada.
"In the court of the dragon" é uma aula de progressão
Arte da capa
O Trivium foi fundado sob uma geração de bandas surgidas em 99, explorando, primordialmente, o estilo metalcore. Hoje a banda se encontra em seu décimo álbum de estúdio com o lançamento de "In the court of the dragon", gravado pela Roadrunner Records, com produção de Josh Wilbur e capa de Mathieu Nozieres.
O álbum abre com "X", uma típica faixa introdutória comum ao metal, com seus coros sombrios de canto gregoriano, dando vasão a faixa-título, que parece ter sido composta para tal, com sua explosão, em uma união perfeita entre o épico e o metalcore. Destaque aqui para a guitarra de Corey Beaulieu cheia de expressividade com seus fraseados. "Like a sword over damocles" possui um riff inicial com influência de música árabe e tambores de guerra, dando um ar caótico à canção, embora, como de praxe no metalcore, os refrões sejam sempre limpos.
"Feast of fire" lembra um pouco Disturbed pelo vocal com muito drive e guitarras com muito groove. Em "A crisis of revelation", o que se destaca é a bateria, em uma canção extremamente técnica e progressiva fundindo elementos de death metal, que fazem lembrar Rings of Saturn. "The Shadow of the Abbatoir" tem em sua primeira metade uma levada influenciada por folk metal europeu tentando criar um ambiente medieval. Depois da metade da música, as guitarras pesadas e guturais voltam a ganhar espaço e mais para o final a música combina o peso das guitarras com o feeling do começo da música criando um cenário épico bem conhecido para os fãs de power metal. (Umas das melhores do álbum).
"No way back just through" começa com um riff de guitarra bem abafado para dar maior potencial ao peso quando o som volta a ser estéril. Essa música é quase um metal melódico, onde a banda usa e abusa de vocais limpos e cavalgadas de baixo e bateria. Algo mais próximo do heavy metal tradicional. Outro épico do álbum.
Já "Fall into your hands", tem riff de guitarra mais sujo no começo, porém com muito feeling enquanto a bateria matadora segue dando peso à música, até as guitarras e o baixo se juntarem à ela num riff pesado. Muito gutural acompanha uma interpretação desesperadora, ao melhor estilo de como fazem as melhores bandas de black metal, dando um ar muito dramático até entrar um coro de vocais limpos e orquestrados.
"From dawn to decadence" tem alguns recursos modernos de estúdio na edição da voz com efeitos, um bom refrão e destaque novamente para a guitarra base. O riff inicial até lembra vagamente Linkin Park, antes da entrada do vocal gutural.
"The Fhalanx" começa com uma introdução mais cadenciada que logo dá lugar a um riff bem pesado de guitarra que acompanha o vocal numa pegada alternativa, até a entrada de teclados que fazem um pré refrão e refrão com cara de metal sinfônico ao melhor estilo Kamelot. Guitarras bem distorcidas, a estrutura se repete. No final a música dá uma mudada de ritmo para encerrar o álbum de forma épica e grandiosa.
No mais "In the court of the dragon", é uma verdadeira aula de progressão. De como uma banda que começou no metalcore nu e cru, contribuiu para que o estilo revigorasse com a influência de outros estilos de metal. "In the curse of the dragon" é, acima de tudo, um álbum que funde, de forma orgânica e natural, o metalcore dos anos 2000 à nova tendência progressiva do metal.
Ficha técnica:
Lançamento: 19 de junho de 2020
Estúdio: Studio 606, Northridge
Gênero(s): Groove metal; death metal; nü metal; thrash metal
Gravadora(s): Epic; Nuclear Blast
Produção: Josh Wilbur
Por: Cléber Diniz em 12/04/2022
Continue lendo:
Sobre o autor:
Olá pessoas, criei este blog com o intuito de compartilhar com vocês, leitores, parte do meu trabalho como escritor, além de ser um meio de divulgação de projetos futuros. Não deixem de favoritar o site no seu navegador padrão para estar sempre visitando e se atualizando do conteúdo do mesmo. O site é abastecido diariamente com ensaios reflexivos sobre temas variados (incluindo análises de filmes e séries), crônicas, resenhas sobre trabalhos musicais de artistas diversos, curiosidades, oficinas de leitura e playlists de História e top 10. Por: Cléber D. Vinhoza.