Resenhas
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Olá pessoas, como prometido na última terça, em que eu trouxe de volta a resenha do The Bittle Truth do Evanescence, vou repostar as resenhas de álbuns feitas no site musical aqui no blog e hoje eu subi novamente a resenha do Fortitude do Gojira, considerado por muitos o melhor álbum de metal do ano passado. Não esqueçam de seguir o Studio Arkham nas redes sociais e compartilhar o blog com seus amigos!
Gojira se consolida como um símbolo da atual geração do metal com Fortitude
O Gojira deu mais um importante passo ao lançar Fortutude, sétimo álbum de estúdio da banda francesa de death metal progressivo. Não que a banda já não fosse um dos principais expoentes da atual geração do metal mas a sequencia de bons trabalhos ajuda a colocar o nome da banda cada vez mais na história do heavy metal.
Sendo um dos mais aguardados álbuns do ano, Fortutude carregava o peso de ser um álbum lançado em meio a escassez de novidades do heavy metal em meio a realidade que o mercado vive devido a pandemia que o mundo vive desde 2020 o que, por si só, já tornou o seu lançamento muito hypado e ainda mais sendo o álbum de uma banda que tem como um dos seus principais temas a questão ambiental, o que aqui ganha ainda mais peso.
O álbum se inicia com Born for one thing que trás um vocal bastante afetado por efeitos de estúdio dando um ar de metal alternativo a canção com seus coros em meio as distorções. Bem diferente de Amazonia, canção que foi um dos mais comentados singles dos últimos tempos com seu video clipe mostrando o desmatamento na maior floresta tropical do mundo. Fica clara a influência de Sepultura na canção com sua batida tribal de forte característica folk.
Another World se sustenta ao longo de boa parte de seu comprimento por um riff específico que só varia um pouco no final da música, remetendo mais a um death metal alternativo que progressivo. Já Hold On já começa bem diferente da anterior descansando o riff de guitarra para destacar um coro de vozes com muito efeito de eco enquanto a bateria dá o ritmo crescente ao som até a mesma dar lugar a um belo solo de guitarra. Uma canção basante progressiva e com ar de épico.
New Foud dá um pouco menos de ênfase aos efeitos de voz (embora ainda haja) deixando o gutural de Duplantier um pouco mais limpo. A música tem como principal característica a forte influência de groove metal misturado ao progressivo característico da banda. Fortitude, canção que dá nome ao álbum, é uma introdução de gancho para a canção seguinte The Chant,com sua leva tribal e instrumentos atípicos ao gênero, mais uma vez trazendo forte influência de folk.
Sphinx é uma clássica canção de death metal. Riff poderoso, gutural agressivo, muita distorção, direta e reta. Into the Storm já começa com uma cavalgada de pedais e baixo ao melhor estilo power metal na precursão embora coberta por um teclado dando ar alternativo até que um poderoso riff de death metal toma o lugar até a chegada do refrão que, assim como a primeira faixa, tem forte influência de alternativo e muitos, muitos ecos e efeitos de coro na voz para destacar o refrão e torná-la épica.
The Trails aposta em uma levada mais calma com vocais limpos enquanto o riff de guitarra de Christian Andreu dá uma leve quebrada no ritmo dando ar progressivo a canção. Grind fecha o álbum com viradas de baixo e bateria de Jean-Michel Labadie e Mario Duplantier tão progressivos que parecem os momentos mais inspirados de Felipe Andreoli e Aquiles Priester pelo Angra.
Fortitude soa sólido, inspirado e bem planejado. A mixagem do experiente Andy Wallace tem uma forte influência no resultado final do álbum e se a banda tinha um grande peso sobre as costas, o fato é que a banda tirou de letra, dominou no peito e entregou ao fã de metal um dos melhores álbuns do ano, sem sombra de dúvidas.
Ficha técnica
Lançamento: 30 de abril de 2021
Gravadora: Roadrunner Recods
Gênero(s): Death Metal, Metal Progressivo, Folk Metal
Produção/Mixagem: Joe Duplantier/Andy Wallace
Capa: Joe Duplantier
Por: Cléber Diniz em 05/05/2021; repostado em 05/04/2022
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