Resenhas
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Olá pessoas, para dar uma movimentada nos conteúdos do quadro Terça Musical aqui no blog, decidi por voltar a fazer resenhas de álbuns, como eram feitas nos velhos tempos do site RockStudio. Sendo assim decidi por iniciar esse processo resgatando algumas resenhas interessantes de álbuns de bandas relevantes lançados nos últimos três anos, e para começar trouxe de volta a resenha do álbum The Bitter Truth da banda estadunidense de metal alternativo Evanescence, postado originalmente em março de 2021 e repostado hoje, dia 29 de março de 2022.
The Bittle Truth é uma tentativa de conciliação entre Gregos e Troianos
No último dia 26 de março, o Evanescence lançou seu novo álbum de estúdio The Bitter Truth, primeiro álbum da banda em dez anos, o que logo de cara causou muita ansiedade e comoção entre os fãs da banda.
Depois de experimentar algumas variantes de sonoridade e seguir por caminhos alternativos, este álbum mostra que, muito claramente, o objetivo da banda era retornar às suas raízes uma vez que o som, embora agora desamarrado das influências de nü metal quase obrigatórias no inicio dos anos 2000, tem uma sonoridade pesada de metal alternativo, o que sempre foi o objetivo original no surgimento da banda.
O álbum abre em Artifact/The Turn que tem uma atmosfera bem densa que vai ganhando forma e peso e foi claramente projetada para abrir o álbum até o som desembocar em Broken Pieces Shine, canção típica do Evanescence que se leva pelo peso do riff de guitarra e os sons dos tambores da bateria enquanto Amy Lee solta a voz.
The Game is Over tem um refrão que se amarra mais as estrofes, o que para um ouvido desatento, pode passar despercebido mas que, com mais algumas ouvidas, ganha mais feeling. Yeah Right volta a ter uma leve pegada eletrônica embora o grande destaque da canção seja o poderoso solo de guitarra. Feeling the Dark trás a anda de volta para uma sonoridade mais alternativa, o que lembra bastante trabalhos mais antigos da banda.
Wasted on you é mais cadenciada e, às vezes, pode soar um pouco confusa sem saber exatamente para a canção quer ir ameaçando almentar o ritmo mas caindo novamente em um riff mais cadenciado, bipolaridade que se estende por toda a faixa. Better wthout You, é justamente o contrário, uma faixa claramente na pegada do andamento convencional da banda.
Use my voice tem uma pegada muito mais moderna com coros entre as estrofes e os refrãos enquanto Amy canta sobre sua liberdade de expressão. Take Cover tem como estaque a percussão que, aqui, tem uma certa influência tribal quase à lá Sepultura. Contrastando ao peso de Take Cover temos a balada Far From Heaven, canção bem na pegada já conhecida das baladas do Evanescence onde o grande destaque fica por conta dos arranjos orquestrados e da voz. Part of Me volta ao peso com um riff bem agressivo colando o final do álbum ao seu começo que se encerra com Blind Belief, canção com o mesmo peso de Part of Me, mas talvez menos feeling.
No geral, The Bitter Truth é um álbum bem caprichado, com ótimos arranjos, bem mixado e com uma atuação competente de Amy Lee nos vocais. O álbum, muito provavelmente, vai agradar aos fãs mais antigos da banda, uma vez que resgata parte de seu som original, ao passo que o faz tentando tirar os maneirismos do começo dos anos 200, o que acaba deixando o som da banda mais atualizado, o que soa quase como um Evanescence 2.0.
Ficha técnica
Lançamento: 26 de março de 2021
Gravadora: BMG
Gênero(s): Metal alternativo, nü metal
Produção/Mixagem: Nick Raskulinecz
Capa: Josh Hartzler
Por: Cléber Diniz Publicado originalmente em 26/03/2021 e republicado em 29/03/2022
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