Resenhas
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Fãs aguardavam novo trabalho da banda que não lançava álbum de inéditas desde 2015
Após os acontecimentos que levaram a prisão do vocalista Randy Blythe em 2012 devido a uma acusação de homicídio culposo o Lamb of God lançou em 2015 VII: Sturm und Drug, sétimo álbum de estúdio carregado de influencias pessoais e introspectividade devido a desagradável experiência do músico na prisão. Cinco anos depois o Lamb of God retorna com um álbum muito mais voltado a críticas sociais e políticas.
O álbum mostra seu tom logo na primeira faixa Memento Mori que começa sorrateira com um sutil riff de guitarra e com Randy cantando em tom baixo com voz grave à lá metal gótico até que os sussurros de "acorde, acorde" dão lugar a todo peso e eletricidade típicos do death metal.
Checkmate e Gears embora características canções de death metal acabam se antagonizando uma vez que a primeira rápida e direta tem uma pegada muito mais voltada para o death melódico enquanto que a segunda cheia de quebras sugere muito mais influência de death progressivo, nada tão sofisticado quanto um Gojira da vida, porém mais complexa que a anterior.
Reality Bath começa com um interessante solo de baixo que logo dá lugar a guitarras noventistas e um vocal esquizofrênico ao melhor estilo Jonathan Davis até decair em mais um vocal de excelente técnica gutural. E se Reality Bath tem uma pegadas mais próxima ao nü metal, New Colossal Hate por sua vez demonstra mais influências de metalcore, estilo esse que voltará a dar as caras na Poison Dream, canção essa que conta com a participação especial do vocalista do Hatebreed Jamey Jasta.
Por falar em participação especial logo após Poison Dream vem Routes, canção que conta com a participação mais do que especial do vocalista do Testament, Chuck Billy. Um dos pontos altos do álbum a canção mistura toda a velocidade e potência do thrash metal com o peso e agressividade do death metal resultando num som brutal. Mas não podemos nos esquecer ainda que antes de Poison Dream teve lugar a faixa Resurrection Man, uma música mais cadenciada e com uma letra mais fantasiosa que foge um pouco da proposta do álbum
Para finalizar o álbum temos melodiosa Bloodshot Eyes e On the Hook. A primeira chega a lembrar Amon Amarth, sobretudo pela guitarra solo, a segunda mais bruta e pesada soa mais desesperadora e moderna.
A impressão que fica ao final do álbum é de que o Lamb of God finalmente superou os problemas do passado e segue firme em sua proposta original.
Ficha técnica:
Lançamento: 19 de junho de 2020
Estúdio: Studio 606, Northridge
Gênero(s): Groove metal; death metal; nü metal; thrash metal
Gravadora(s): Epic; Nuclear Blast
Produção: Josh Wilbur
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