Resenhas
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Olá pessoas, como um grande fã de post punk, me coloquei na obrigação de vir defender este álbum que vem sendo massacrado pelos fãs mais radicais de Manson, que buscam no som do artista, uma musicalidade mais próxima do metal industrial, estilo esse que vem dominando a cena gótica do rock. Mas, como tudo tem uma origem, este álbum está muito mais próximo das raízes da música dark, que se encontram no post punk.
We are Chaos é uma viagem pelo universo da Dark Music
Que Marilyn Manson sempre foi uma figura controversa e polêmica todo mundo já está careca de saber. Desde boatos sobre o músico ter tirado costelas até suas declarações de ser o anti-cristo, Manson sempre criou e alimentou seu personagem midiático, mas em "We are Chaos", novo álbum do artista lançado em 11 de setembro de 2020, todo o barulho e polêmica não vieram de seus algozes mas sim de seus próprios fãs devido a uma suposta má qualidade de seu novo álbum de estúdio. Mas será que é para tanto?
O álbum começa com a industrial Red, Black and Blue que sugere que talvez esse seja mais um álbum padrão de Manson fazendo seu tradicional metal moderno mas quando entra a segunda faixa We are Chaos, nos surpreendemos pela primeira vez no álbum ao nos depararmos com uma faixa título que nada mais é do que uma bela balada cheia de feeling que, ouso dizer, rivaliza com Ordinary Man de Ozzy Osboune como a balada do ano.
Don't Chase the Dead e Half-Way & One Step Forward são duas canções que remontam a era de ouro do gótico post punk de The Cure e Sister of Mercy. Talvez a soma dessas músicas old school com baladas como a própria We are Chaos, citada anteriormente, e Paint you with my Love com uma pegada mais rock britânico sessentista tenham levado alguns fãs a se perguntarem por que Marilyn Manson parecia tão leve.
Pois bem, se a primeira metade do álbum trás uma pegada velha-guarda do gótico, o lado B do álbum tem muito mais cara de Marilyn Manson já começando com Infinite Darkness, uma canção que mais parece as esquizofrênicas canções de Nü Metal de Korn, Slipknot e companhia. Essa pegada segue em Solve Coagula até que Keep my Head Together faz uma ligação com a primeira parte do álbum sendo quase como uma mistura do gótico industrial de Manson com o post punk característico da década de oitenta.
Mas antes disso ainda temos a popularesca Perfume que recorda muito a fase Mecanical Animals de Marilyn Manson co sua tradicional mistura de batida pop com guitarras pesadas. O álbum então fecha com a sorrateira Broken Needle que começa tímida sob o som de violões e ganha potência ao longo de seu cumprimento até que no final há um grande coro para encerrar o álbum de forma épica
Ao final das contas a sensação que fica após o fim do álbum é de que talvez a para a maioria das pessoas a primeira impressão é a que fica, uma vez que a primeira metade do álbum é mais leve que a segunda e, talvez isso desagrade alguns fãs mais radicais. Mas é importante lembrar que muitas vezes o tempo acaba fazendo justiça à alguns trabalhos artísticos e estar na vanguarda é sempre uma opção.
Ficha técnica:
Lançamento: 11 de setembro de 2020
Estúdio: The Coil; Station House Studios; Dave's Room
Gênero(s): Rock gótico; post punk; glam rock; nü metal
Duração: 42:27
Gravadora(s): Loma Vista e Concord
Produção: John Shanks, Jon Bon Jovi
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