Ensaios
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Olá pessoas, na Terça Musical de hoje vamos falar sobre uma das mais emblemáticas músicas do Pink Floyd, banda britânica de rock progressivo que conquistou o mundo a partir dos anos 70: "Time". Caso você goste de ler os textos deste blog e tem amigos que também gostam de ler não deixe de compartilhar nosso trabalho para que o blog cresça.
O niilismo em "Time" do Pink Floyd
Arte da capa de "Darkside of the Moon" produzida pelo estúdio Hipnosis com contrubuição dos artistas George Hardie e Storm Thorgerson
Mesmo que você nunca tenha ouvido falar da banda inglesa Pink Floyd, certamente já se deparou com a arte acima. Trata-se da capa do famigerado álbum "Dark Side of the Moon" (O Lado Oculto da Lua) lançado em 1973.
Com músicas longas, progressivas e experimentais, típicas da década de 70, e letras profundas que tratam do cotidiano das pessoas no mundo contemporâneo trazendo reflexões sobre o dinheiro, a correria do dia a dia e a despersonalização do indivíduo, o álbum talvez traga estranheza aos ouvintes da música moderna extremamente influenciada pela indústria musical que diminui cada vez mais a duração das canções para que as mesmas se encaixem exprimidas entre infinitas propagandas das rádios, além de possuírem letras cada vez mais rasas e repetitivas para grudar no subconsciente do ouvinte facilitando assim a sua propagação.
Com letra composta por Roger Waters e interpretada por ele e David Gilmour, "Time" é um bom exemplar dessas características supracitadas. A faixa, assinada pelos quatro membros da banda, apresenta uma gravação sofisticada para a época com direito a uma longa introdução de relógios tocando e um belo solo de guitarra de Gilmour, mas é a letra quem chama mais atenção.
A letra de "Time" trata de como nós criamos expectativas para a vida e o tempo passa mais rápido do que imaginamos como quando você se lembra de algum acontecimento marcante para a sua vida como se fosse a pouco tempo e ao fazer as contas vê que se foram cinco, dez ou quinze anos.
Transferindo a realidade do eu lírico de um inglês da década de 70 para um brasileiro dos tempos modernos, a letra se faz ainda mais impressionante, uma vez que se mostra demasiadamente atemporal e nos faz refletir sobre as causas disso, como as infinitas crises políticas que ocasionam também crises econômicas fazendo, assim, com que os preços sempre inflacionados do mercado e a baixa renda da população coloquem as necessidades dos jovens a frente dos seus sonhos tornando, assim, suas vidas entorpecidas com o passar do tempo.
Por: Cléber Diniz; Texto publicado originalmente no antigo blog em 30/10/2020 e republicada no novo blog em 23/04/2021
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