Ensaios
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Olá pessoas, hoje vamos falar sobre o novo filme do Dr. Estranho, que acabou de estrear esta semana (caso você esteja lendo este post em sua data de lançamento). É importante lembrar sempre que os ensaios feitos no blog contém spoilers das obras, e neste caso, de "Dr. Estranho no Multuverso da Loucura" e "WandaVision".
A superação do trauma em "Dr. Estranho 2"
Arte promocional do filme
Nos eventos de "Vingadores: Ultimato" vemos Wanda Maximoff (a Feiticeira Escarlate) ter de explodir a cabeça de seu próprio interesse amoroso, o Visão, para impedir que Thanos conquistasse a joia do infinito que estava sob posse de Visão. Na série "WandaVision", após a trágica história de Wanda nos últimos filmes dos Vingadores, somos surpreendidos, pelo menos a princípio, com uma trama digna de uma sitcom, com Wanda e Visão vivendo como um casal americano padrão feliz de classe média, com seus dois filhos. Infelizmente para Wanda, tudo não passava de uma ilusão criada pelo seu próprio subconsciente acessando seus poderes místicos de alteração da realidade. Após se dar conta de que Visão está morto e seus filhos não existem, Wanda enfrenta uma bruxa chamada Águata Harkness e conquista a posse de um livro de magia negra chamado Darkhold, o qual a torna uma bruxa.
Em "Dr. Estranho no Multiverso da Loucura" somos apresentados a algum desenvolvimento do personagem protagonista envolvendo seu interesse amoroso Christine Palmer. O início do filme, de certa forma, acaba surpreendendo, pois para um personagem cuja facetas vistas até aqui em tudo o universo cinematográfico da Marvel foram apenas sua arrogância a princípio e depois seu conhecimento após ser iniciado nas artes mágicas com pitadas de sarcasmo, vemos aqui novas camadas do mesmo. A dor que o herói sente ao ver sua esposa casando com outro homem e ao mesmo tempo tendo que lidar de forma razoável com essa situação, humaniza o personagem e até faz lembrar a forma como Sam Raime trabalha bem e desenvolve o álter ego do Homem-Aranha Peter Paker nos três filmes originais do Homem-Aranha, protagonizado por Tobey Maguire, cuja direção também é de Sam Raime.
Wanda e seu livro de capirotagens
Sam Riame aliás, usa este filme do Dr. Estranho para homenagear a filmografia de um grande diretor do qual ele parece ser um grande fã: o Sam Raime! As auto referências às suas próprias obras são claras e vão desde o modo como ele trabalha o terror vindo de filmes como "Uma noite alucinante" e "Evil Dead" até o modo como ele trabalha o super heroico tornando o vilão não apenas uma contraparte do mocinho ao estilo de quadrinhos dos anos 60 com roupas de tons reversos, mas mostrando como dois personagens distintos lidam com a mesma sina. Enquanto o Dr. Estranho escolhe lidar com a dor de perder o grande amor de sua vida e tentar superar este problema aos poucos, Wanda não aceita sua realidade (aqui literalmente), fazendo o uso do Darkhold para procurar "seus filhos" em outras realidades paralelas, e é aqui que o filme mergulha no espiral de loucura envolvendo viagens pelo multiverso onde, enquanto Estranho tenta impedir Wanda, a mesma causa destruição e desespero por onde passa.
O grande ponto de virada do último ato se dá quando os filhos da sua própria versão em outra realidade veem as atrocidades que ela está cometendo. Após sofrer a rejeição das crianças Wanda se dá conta do monstro que se tornou e de que todos perdemos pessoas importantes para nós em algum momento da vida, mas isso não justifica toda a chacina que ela está causando. Apesar de neste momento do filme dar um pequeno medo de virar "Malhação" e ela simplesmente voltar a ser do bem após matar centenas de pessoas, ele se encerra de forma satisfatória. Sobretudo porque nem Wanda, nem Estranho e nem mesmo a jovem América Chaves, uma garota com poder de viajar entre universos que procura por suas mães, conseguem o que buscavam ao longo da história e a princípio isso pode parecer um defeito do filme, como se toda a aventura não levasse alugar algum, mas ele leva a um lugar sim: o amadurecimento emocional dos personagens, pois nem tudo que se quer é o que se tem.
Dr. Estranho, coitado... não tem um minuto de sossego
Por: Cléber Vinhoza em 09/05/2022
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