História das Bandeiras
História das Bandeiras
Olá pessoas, depois de ter trazido para vocês a história da origem da Dannebrog, bandeira da Dinamarca, sendo a bandeira mais antiga do mundo ainda em uso, hoje é a vez de investigarmos a curiosa bandeira do Reino Unido. De onde vêm suas cores? O que representa suas cruzes? Quando surgiu e por quê esses países se fundiram em um só? Vamos investigar tudo isso hoje, mas antes quero convidá-los a seguir as redes sociais do Studio Arkham deixadas no rodapé da página, assim você saberá sempre que o blog for atualizado. Além disso no final do post sempre deixo sugestões de outros textos para que, após ler a matéria de hoje, você continue lendo mais e mais posts e mergulhe de vez no universo do nosso blog. Boa leitura!
Unionflag, uma bandeira muito unida e muito ouriçada
Britânicos chegam às Índias
São Jorge foi um soldado do Império Romano durante o governo do imperador Diocleciano, conhecido como o último imperador a fazer esforços de perseguição ao cristianismo aos paços que a religião não parava de crescer no império. Para saber quais soldados eram fieis a ele, Diocleciano ordenou que seus soldados fizessem um sacrifício ao deus Júpiter mas Jorge não o fez e foi martirizado por isso. Após Constantino oficializar o cristianismo no império, foi construída a igreja de Lida em Israel e o santo foi então canonizado. Durante a Idade Média a popularidade do santo cresceu muito na Europa devido ao fato de São Jorge representar o ideal do cristão guerreiro num período de cruzadas contra os muçulmanos. Foi durante a Idade Média que surgiu na Inglaterra uma lenda que dizia que um velho dragão exigia que lhe fosse oferecido como sacrifício uma criança diariamente, mas quando chegou a vez da filha do rei, um cavaleiro com armadura matou o dragão com sua lança. Esse cavaleiro era São Jorge, que nessa lenda, teria feito uma cruz com seu sangue em um escudo branco. Esse símbolo começou a ser largamente utilizado na Inglaterra durante a Idade Média criando uma identidade nacional com, a que viria ser, a bandeira da Inglaterra após a Guerra dos Cem Anos, onde os ingleses derrotaram os franceses tendo esse símbolo oficializado durante o reinado de Eduardo III.
Bandeira da Inglaterra
Durante o reinado de Guilherme I, a Escócia passou a adotar como bandeira nacional a cruz de Santo André, padroeiro do país que, assim como São Jorge, também foi martirizado, mas em uma cruz em forma de X. Quando Jaime I, rei da Escócia, herdou o trono da Inglaterra, desejou unificar os dois reinos transformando-os no Reino da Grã-Bretanha com uma bandeira formada pela cruz de São Jorge sobre a cruz de Santo André. Em 1707 ocorreu a unificação oficial.
Bandeira da Escócia
Bandeira do Reino Unido Inglaterra/Escócia
Carlos I instaurou um regime absolutista para aumentar seu poder e impedir que os separatistas causassem conflitos no reino. Isso culminou em uma guerra civil que terminou com a execução do rei em 1649. Após um curto período republicado, formado por Oliver Cromwell, a Irlanda foi anexada à Grã-Bretanha em 1801 e a cruz de São Patrício, padroeiro da Irlanda foi incorporada à bandeira do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda.
Cruz de São Patrício, símbolo da Irlanda
Bandeira do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda
O país de Gales, uma das quatro nações que formam o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda também possuía sua própria bandeira com cruz: a cruz de São Davi, que consiste em um fundo preto sobreposto por uma cruz amarela. Embora haja movimentos nacionalistas para o reconhecimento de Gales, tendo inclusive oficializado uma nova bandeira em 1959, que consiste em um dragão vermelho sobre um fundo em branco e verde referenciando a Casa de Tudor, que possuía como brasão uma rosa vermelha com folhas verdes e centro branco, nenhum símbolo gaulês foi acrescentado à bandeira do Reino Unido, muito em função de historicamente Gales ser considerado parte da Inglaterra. Desde então a bandeira do Reino Unido segue inalterada.
Cruz de São Davi, símbolo de Gales
Bandeira de Gales
Por: Cléber Diniz em 08/04/2022
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