Curiosidades
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Olá pessoas, durante o período de exploração do mundo pelos europeus, muito do novo e novíssimo mundo foram registrados, mas também muito foi perdido, não só de civilizações da América e da Oceania, como até mesmo da África. Um desses lugares é a Ilha de Páscoa. Lá há os famosos moais, estátuas gigantescas de pedra, a escrita rongorongo e muitas outras coisas interessantes. Vamos analisar os fatos e as teorias. Mas antes, quero convidá-los a seguir o blog nas redes sociais através dos links deixados no rodapé da página e a compartilhar o blog com seus amigos para que mais pessoas conheçam meu trabalho. Dito isso, boa leitura e ah... não deixe de dar uma olhada nas sugestões de outras matérias no final da página.
Os mistérios da Ilha de Páscoa
Existe uma máxima na ciência e historiologia que diz que as culturas humanas que mais se desenvolveram foram aquelas que faziam intercâmbio com outras. Entretanto há uma ilha no meio do Oceano Pacífico, cujo povo nativo foi um dos mais isolados do mundo, que parece ter desenvolvido sozinho uma forma de escrita isolada, além de uma impressionante habilidade de esculpir.
Origem:
O povo nativo da Ilha de Páscoa é o povo rapa nui, um povo aborígene nativo do continente da Oceania que, a partir do Arquipélago de Bismark, atravessaram todo oceano pacífico em canoas no mar aberto. Os aborígenes do continente da Austrália, conquistaram todas as ilhas da Polinésia e da Micronésia chegando até as ilhas havaianas e Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa, como ficou conhecida após o navegador holandês Jacob Roggeveen partir do Chile para atravessar o Pacífico e desembarcar nela em um domingo de Páscoa).
Cultura:
O povo rapa nui acredita que seu rei fundador lendário foi Hotu Matu'a, a partir de inspiração divina do deus Makemake, a divindade que, de acordo com as crenças locais, seria o criador de toda a humanidade. Seu representante na Terra era o Tangata Manu, ou "Homem-Pássaro". Sempre no mês de setembro, durante o início da primavera no Hemisfério Sul, as andorinhas do mar colocavam seus ovos na ilha de Motu Nui, e então era realizada uma competição ritualística onde cada clã do povo Rapa Nui deveria escolher seu campeão para competir numa corrida em que os competidores deveriam partir da beira da cratera do vulcão Rano Kau correndo, partir da ilha Rapa Nui nadando, encontrar o ovo na ilha Motu Nui, voltar nadando e subir o penhasco da ilha Rapa Nui com o ovo intacto. Quem cumprisse tal objetivo primeiro seria denominado líder do povo Rapa Nui por um ano.
Moais:
Os moais são 887 estátuas de pedra, que seriam segundo algumas teorias, representações de líderes do povo rapa nui. As estátuas eram esculpidas a partir de um único bloco de pedra. As pedras eram retiradas do vulcão Rano Kau e levadas até as plataformas. Algumas plataformas continham câmaras crematórias. O maior moai tem 21 metros de altura, estando inacabado. A maior estátua terminada tem 11 metros de altura. Alguns moais tem uma espécie de "chapéu" sobre a cabeça denominado pukao e acredita-se se tratar de uma representação estilizada do coque que os guerreiros rapa nui usavam. Algumas estátuas possuem olhos pintados e a própria palavra moai significa estátua na língua rapanui.
Língua rapa nui:
A língua rapa nui pertence a família das linguas polinésias e apresenta semelhanças com a língua do povo maori, nativos da Nova Zelândia. O idioma utiliza apenas 13 letras do alfabeto latino atualmente e grande parte do vocabulário é preenchido com o castelhano, língua do Chile, país que administra a ilha atualmente. Na língua rapa nui não há flexão de verbo, então no lugar das conjugações, se utiliza o verbo junto de uma partícula que indicará o tempo verbal e o pronome pessoal, possessivo ou interrogativo que indicará a pessoa. Atualmente não há mais que 2500 falantes de rapa nui no mundo e a língua corre sério risco de extinção.
Escrita Rongorongo:
Além dos moais, outro traço peculiar da cultura rapa nui presente na ilha são os hieróglifos presentes em tábuas de madeira e pedras com um sistema de escrita, que surgiu independentemente de outros no mundo, se juntando ao sistema sumério, egípcio, maia e chinês. Teoriza-se que as escritas talhadas em pedra e madeira eram feitas por escribas experientes, enquanto que os aprendizes escreviam em folhas de bananeiras. A palavra rongorongo significa declamar ou recitar. Infelizmente os últimos escribas que sabiam ler rongorongo foram levados para serem escravos no Peru durante a colonização espanhola e, muito pouco da escrita, foi traduzida. Hoje as tabuas se encontram em museus e acervos de arte provados, não restando nenhuma na ilha.
Hieróglifos rongorongo
Por: Cléber Diniz em 15/04/2022
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